É muito importante saber quem você é.
Até porque, no fim, só você sabe o que realmente prevalece do montante aparente.
Só você pode dizer o que te... Move.
Mas, tenta fazer mais teu o teu eu.
"Eu tenho várias cores, e, infelizmente, não identifico nenhuma delas.
Mas, mesmo assim, são todas minhas.
O amarelo é verde, o azul é preto e branco, mas nem assim elas fogem.
Elas são minhas e eu sou delas, até porque só são porque sou, e eu sou o que são elas.
Minha atenção e valor, meu eu..."
Sobre o impacto.
Acima do que é crucial.
Você acha que isso é o máximo?
Pelo contrário, é terrível...
"Eu tenho vários sonhos.
Mas, enquanto sonhos, sempre serão apenas sonhos...
Eu tenho sonhos reais, pois da aspiração veio a força, da força veio o ser...
E o ser sonho é lindo.
O meio onírico deu um salto; nunca foi impossível.
Mas, sempre foi e sempre será o sonho..."
E enquanto você persegue o sonho, traça caminhos...
E enquanto você procura o sonho, anda confuso...
Mas, quando você delimita o que é o sonho,
aprende a enxergar a realidade.
Sabe, somos muitos. E desses muitos faz-se um só.
Você não está só, assim como não é só;
é conjunto, unidade múltipla.
Quando você sonha, o sonho é só seu;
mas se você atravessa a unidade, o seu sonho é pesadelo.
"E, no fim, eu nunca vou deixar que me domine.
Porque, acredite, você não pode...
Você é instrumento. É necessário.
Eu preciso de você. Eu domino você.
Enquanto embaraçoso seja o nosso caminho,
sempre suave pela brisa calma que vagueia o labutar,
sempre íngreme pelo ardor do ser e do pensar,
serei eu, sempre eu, que hei de dominar.
Você."
"Porque o perfeito não é impecável. A perfeição está na forma como toda a imperfeição se harmoniza."
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sexta-feira, 30 de março de 2012
sábado, 17 de março de 2012
Apenas sonho
Considerando que sonhos sejam apenas sonhos,
que fôssemos aspiração, desejo apenas.
Que as palavras vistas sejam inaudíveis,
que os sons escutados sejam invisíveis,
que tudo o que existiu seja sempre um sonho.
Considerando que meus pés queriam sofrer,
que meus olhos viram o que queriam ver;
que eram teus os gestos, sendo meus;
que eram tuas as palavras, sendo minhas;
que eram meus os desejos sendo teus.
Passo pelo que passo, sofro o que já sofri.
Ando pelos meus erros, pago pelos mesmos.
Se ao menos pudesse ter a liberdade de
conseguir derramar pranto, corrigir um tanto
que seja do quebrado eu, do interior.
Pelos mesmos passos pago pelos erros
próprios do passado, presente e ausente,
contido no sonho e que, como sonho só,
deteriora o que de sonho ainda mora
no que até poderia ser, mas está longe...
Só queria saber deixar o sonho, deixar de sonhar.
que fôssemos aspiração, desejo apenas.
Que as palavras vistas sejam inaudíveis,
que os sons escutados sejam invisíveis,
que tudo o que existiu seja sempre um sonho.
Considerando que meus pés queriam sofrer,
que meus olhos viram o que queriam ver;
que eram teus os gestos, sendo meus;
que eram tuas as palavras, sendo minhas;
que eram meus os desejos sendo teus.
Passo pelo que passo, sofro o que já sofri.
Ando pelos meus erros, pago pelos mesmos.
Se ao menos pudesse ter a liberdade de
conseguir derramar pranto, corrigir um tanto
que seja do quebrado eu, do interior.
Pelos mesmos passos pago pelos erros
próprios do passado, presente e ausente,
contido no sonho e que, como sonho só,
deteriora o que de sonho ainda mora
no que até poderia ser, mas está longe...
Só queria saber deixar o sonho, deixar de sonhar.
sábado, 10 de março de 2012
Motivo
Tudo perfeito. Não se sabe de onde partir, muito menos aonde ir.
É um caminho inútil.
É, você precisa de um motivo.
Quando você está só, mesmo em meio a tantas pessoas.
Quando você está só, sabe-se realmente que não.
Você tem um motivo? É, justo.
Mas, sem esse motivo, o que você é?
Resultado das escolhas alheias, não das suas.
Você caminha, caminha, caminha...
Você corre, ama, sofre, chora.
Qual é o motivo?
Você passa, sente, acha que sente.
Qual é o motivo?
Qual a diferença entre ser animal e ser humano?
O motivo.
Seu motivo pode ser egoísta.
Quanto mais egoísta melhor.
Porque, quanto menos você pensa no que é,
mais motivos tem para sustentar o seu motivo.
Quando o seu motivo é mais alheio do que seu,
você não se pertence; mesmo assim, os motivos
alheios sustentarão o seu motivo.
Quando o seu motivo está ligado ao que são os outros vários motivos,
e como seu motivo pode ou não ser um motivo, você está perdido.
Pois, quando vir que os motivos estão sempre ligados à falta de motivo,
verá também que todos eles levam ao mesmo caminho.
Você corre para nada, não sabe o que quer,
por que quer; sabe que tem que querer, e assim
seu motivo leva sempre à supressão de um motivo,
justamente por falta de motivo.
Quando o ser e o estar estão ligados,
eu quero sempre o que se pode querer;
quando sou por ser e não por estar,
só quero o que o próprio desejo suprime.
Ser.
É um caminho inútil.
É, você precisa de um motivo.
Quando você está só, mesmo em meio a tantas pessoas.
Quando você está só, sabe-se realmente que não.
Você tem um motivo? É, justo.
Mas, sem esse motivo, o que você é?
Resultado das escolhas alheias, não das suas.
Você caminha, caminha, caminha...
Você corre, ama, sofre, chora.
Qual é o motivo?
Você passa, sente, acha que sente.
Qual é o motivo?
Qual a diferença entre ser animal e ser humano?
O motivo.
Seu motivo pode ser egoísta.
Quanto mais egoísta melhor.
Porque, quanto menos você pensa no que é,
mais motivos tem para sustentar o seu motivo.
Quando o seu motivo é mais alheio do que seu,
você não se pertence; mesmo assim, os motivos
alheios sustentarão o seu motivo.
Quando o seu motivo está ligado ao que são os outros vários motivos,
e como seu motivo pode ou não ser um motivo, você está perdido.
Pois, quando vir que os motivos estão sempre ligados à falta de motivo,
verá também que todos eles levam ao mesmo caminho.
Você corre para nada, não sabe o que quer,
por que quer; sabe que tem que querer, e assim
seu motivo leva sempre à supressão de um motivo,
justamente por falta de motivo.
Quando o ser e o estar estão ligados,
eu quero sempre o que se pode querer;
quando sou por ser e não por estar,
só quero o que o próprio desejo suprime.
Ser.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Sapiência
Posso considerar seca a volúpia dos bons modos.
Ineficaz, máscara que se impõe fleumaticamente.
Posso considerar vago o bem proceder que de bem só quer o seu;
posso excluí-lo, expurgá-lo.
Ao ignorar o lamento, lamento meu; ao camuflá-lo, ainda mais.
Quanto mais de ti posso esconder os meus lamentos?
Quanto mais de ti afastado esteja.
Vês em palavras simples uma beleza inexistente,
pois a beleza não consiste em palavras.
Quero explorar os meus sentidos na seguinte questão:
Que queres?
Quando palavras são pesar, e pesar são,
quero saber o que queres tu.
Eis que exponho o que desejo: desejo não ter desejo.
Desejo não ser humano, para que assim busque a ti
na pergunta: Que queres?
Prostro-me diante da tua incapacidade.
Deleito-me no prazer que me proporciona a tua inconsistência.
Que queres?
Mostrar-me lições pseudo-altruístas procedentes
de sentimentos aparentemente corretos?
Fazer com que sinta pena pelo modo
hermético de funcionamento das tuas idéias?
Arruina-me, prenda minha, pois, por amor, lamento.
Posso dizer o que quero: quero que cresça a ponto
de enxergar o quão insignificante é o teu anseio,
vendo como contradição define seus atos.
Pois nem tu sabes o que queres.
Ineficaz, máscara que se impõe fleumaticamente.
Posso considerar vago o bem proceder que de bem só quer o seu;
posso excluí-lo, expurgá-lo.
Ao ignorar o lamento, lamento meu; ao camuflá-lo, ainda mais.
Quanto mais de ti posso esconder os meus lamentos?
Quanto mais de ti afastado esteja.
Vês em palavras simples uma beleza inexistente,
pois a beleza não consiste em palavras.
Quero explorar os meus sentidos na seguinte questão:
Que queres?
Quando palavras são pesar, e pesar são,
quero saber o que queres tu.
Eis que exponho o que desejo: desejo não ter desejo.
Desejo não ser humano, para que assim busque a ti
na pergunta: Que queres?
Prostro-me diante da tua incapacidade.
Deleito-me no prazer que me proporciona a tua inconsistência.
Que queres?
Mostrar-me lições pseudo-altruístas procedentes
de sentimentos aparentemente corretos?
Fazer com que sinta pena pelo modo
hermético de funcionamento das tuas idéias?
Arruina-me, prenda minha, pois, por amor, lamento.
Posso dizer o que quero: quero que cresça a ponto
de enxergar o quão insignificante é o teu anseio,
vendo como contradição define seus atos.
Pois nem tu sabes o que queres.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Fraco
Cansa...
Degrada o estado de paz, mesmo que esta seja de mentirinha. É, mentirinha é eufemismo.
Você aprende a fixar. Você fixa a imagem, você aprende a ler. Você lê, aprende a desviar. Você desvia, aprende que, enquanto existirem pessoas, existirá decepção...
Quer carinho? Adote um cachorrinho.
Até acham força. Está bem...
É força desviar de balaços que ainda nem chegaram a ameaçar diretamente?
É força correr de sombras projetadas pelo passado?
É força esconder-se no seu lugar, inacessível, escuro, só?
É, ainda acham força. Eu ainda encontro...
<Desabafo>
Sabe, sinto que estou fraco.
Não que um dia já tenha sido forte, mas sinto que o que eu achava que era força é a pior das fraquezas.
Correr do que é a vida. Privar a mim mesmo do que é tão intrínseco ao ser humano.
Da emoção. Do ser.
De deixar-se levar, de arriscar, de perder.
Não perco, não quero mais.
Ainda existem marcas de outras coisas...
Sabe, sinto que sou fraco.
Eu leio, jogo, identifico.
Eu coloco, lanço, arrisco, mas não a mim.
"Você podia ser mais. Ainda acho que pode ser. Porque o que existe de diferente é a afeição, aquela que ninguém vê. Não há um crédito. Ninguém dá crédito. Credibilidade. Recompensa. Não há.
Não pode haver. Senão deixaria de ser você. Porque do pouco tem-se o muito, o muito que, do pouco, salta como milagre vindo das mãos de um messias cego, surdo e mudo, um messias implícito. Porque do pouco, e muito pouco, vê-se o muito. E o muito é labuta do ser."
Não sei por quem, não sei pra quê. Não sei aonde, não sei se.
Só sei que é isso, e isso é ponto. Final.
"Sabe, sinto que podemos. Podemos ver no que está apagado uma razão. Não no sentido racional, porque a racionalidade não quer que venhamos a existir. Só quero que tenhamos um porquê. Quero o fraco sendo forte, porque é fraco no que deve ser."
Degrada o estado de paz, mesmo que esta seja de mentirinha. É, mentirinha é eufemismo.
Você aprende a fixar. Você fixa a imagem, você aprende a ler. Você lê, aprende a desviar. Você desvia, aprende que, enquanto existirem pessoas, existirá decepção...
Quer carinho? Adote um cachorrinho.
Até acham força. Está bem...
É força desviar de balaços que ainda nem chegaram a ameaçar diretamente?
É força correr de sombras projetadas pelo passado?
É força esconder-se no seu lugar, inacessível, escuro, só?
É, ainda acham força. Eu ainda encontro...
<Desabafo>
Sabe, sinto que estou fraco.
Não que um dia já tenha sido forte, mas sinto que o que eu achava que era força é a pior das fraquezas.
Correr do que é a vida. Privar a mim mesmo do que é tão intrínseco ao ser humano.
Da emoção. Do ser.
De deixar-se levar, de arriscar, de perder.
Não perco, não quero mais.
Ainda existem marcas de outras coisas...
Sabe, sinto que sou fraco.
Eu leio, jogo, identifico.
Eu coloco, lanço, arrisco, mas não a mim.
"Você podia ser mais. Ainda acho que pode ser. Porque o que existe de diferente é a afeição, aquela que ninguém vê. Não há um crédito. Ninguém dá crédito. Credibilidade. Recompensa. Não há.
Não pode haver. Senão deixaria de ser você. Porque do pouco tem-se o muito, o muito que, do pouco, salta como milagre vindo das mãos de um messias cego, surdo e mudo, um messias implícito. Porque do pouco, e muito pouco, vê-se o muito. E o muito é labuta do ser."
Não sei por quem, não sei pra quê. Não sei aonde, não sei se.
Só sei que é isso, e isso é ponto. Final.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Tua força
Se tu me feres com auxílio de força física, eu consigo ferir-te com a única força que tenho.
A tua marca ficará, não no que importa, mas na carne, que passa.
Os ideais não passam. Não morrem.
"O que eu criei?"
Acéfalos anacrônicos, criaturas movidas por cultura morta de preconceito e valor. Contraditório, não?
"É a tua força que me mata, ela é quem me destrói. A falta.
A tua força repulsiva. A tua força inválida.
Porque, de onde vem a tua força?
Ela vem da incapacidade.
A tua força me dá medo. Ela vem de maneira feroz.
Traga vidas e conceitos, suga mentes pelo medo.
A tua força me comove. Ela é fraca e obscena, inútil.
Porque dos mais fortes é a vida, e a tua força não é forte.
A tua força não é vida.
Vive no âmago da falta de ser. De ser humano.
A tua força me dá medo. Não pelo meu corpo, esse que podes destruir,
mas por ti mesmo.
A tua força é inútil, pois acaba com você.
Tenho três verdades.
Sou forte. Sou vivo. Sou humano.
Pena que não são as suas..."
Pela falta de instrução, lamento. Isso tudo está acontecendo hoje? Não pode ser.
Não depois de 1964. Não depois de 1988. Devo estar sonhando, ou algo parecido...
Só tenho a lamentar. Isso, lamentar. O que farei, igualar-me-ei? Não. Eu apenas lamento e exponho o que me parece certo. A ideia de ferir com o ferro que me feriu não me agrada. Porque se praguejo a procedência do ferro e ajo igualitariamente, estou praguejando a mim mesmo. Quem com ferro fere, fere a si mesmo. E, por um conceito forte de compreensão, não se pode culpar robôs por cumprirem sua tarefa. Posso culpar quem os programou. É deles a força. E a tua força não me amedronta, pois se podes dar fim à minha vida, não estará fazendo mais do que adiantar o inevitável. Agora, a questão que fica é, será que você viveu?
"Eram dias de vôos livres. Eu via pássaros, eram meus amigos, podíamos voar.
Eu podia ver seus rostos. Podia sentir o que era liberdade.
Eu vi que só queriam voar, sem entrar na rota uns dos outros.
Foi aí que eu acordei."
A tua marca ficará, não no que importa, mas na carne, que passa.
Os ideais não passam. Não morrem.
"O que eu criei?"
Acéfalos anacrônicos, criaturas movidas por cultura morta de preconceito e valor. Contraditório, não?
"É a tua força que me mata, ela é quem me destrói. A falta.
A tua força repulsiva. A tua força inválida.
Porque, de onde vem a tua força?
Ela vem da incapacidade.
A tua força me dá medo. Ela vem de maneira feroz.
Traga vidas e conceitos, suga mentes pelo medo.
A tua força me comove. Ela é fraca e obscena, inútil.
Porque dos mais fortes é a vida, e a tua força não é forte.
A tua força não é vida.
Vive no âmago da falta de ser. De ser humano.
A tua força me dá medo. Não pelo meu corpo, esse que podes destruir,
mas por ti mesmo.
A tua força é inútil, pois acaba com você.
Tenho três verdades.
Sou forte. Sou vivo. Sou humano.
Pena que não são as suas..."
Pela falta de instrução, lamento. Isso tudo está acontecendo hoje? Não pode ser.
Não depois de 1964. Não depois de 1988. Devo estar sonhando, ou algo parecido...
Só tenho a lamentar. Isso, lamentar. O que farei, igualar-me-ei? Não. Eu apenas lamento e exponho o que me parece certo. A ideia de ferir com o ferro que me feriu não me agrada. Porque se praguejo a procedência do ferro e ajo igualitariamente, estou praguejando a mim mesmo. Quem com ferro fere, fere a si mesmo. E, por um conceito forte de compreensão, não se pode culpar robôs por cumprirem sua tarefa. Posso culpar quem os programou. É deles a força. E a tua força não me amedronta, pois se podes dar fim à minha vida, não estará fazendo mais do que adiantar o inevitável. Agora, a questão que fica é, será que você viveu?
"Eram dias de vôos livres. Eu via pássaros, eram meus amigos, podíamos voar.
Eu podia ver seus rostos. Podia sentir o que era liberdade.
Eu vi que só queriam voar, sem entrar na rota uns dos outros.
Foi aí que eu acordei."
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Escolha
É o livre arbítrio...
Porque até quando você age por alienação, ainda está fazendo suas próprias escolhas.
E não é bem a alienação que faz com que você aja desse jeito.
É o comodismo.
Escolhas. Como seria bom se soubéssemos respeitar as alheias.
"Você não pode ser gay!
Você tem que ir à igreja!
Você não pode usar brincos!
Você tem que ser "alguém" na vida!
Você não pode..."
Bem, está bom até aí. Deve ter sanado o entendimento.
E você acha que são frases dos pais? É, não deixam de ser...
Mas eu quis me referir à sociedade.
O egoísmo é realmente uma falta horripilante, degrada a essência humana, corrompe seres que passam a agir em torno de seus interesses, e somente em torno deles, ignorando honra, ignorando compaixão, ignorando vida...
Mas, são as escolhas. Vejo a preocupação. Vejo o empenho em ensinar. Vejo os erros.
As experiências são de suma importância para o aprendizado que conduz à vida.
Viva e deixe viver. Javé esqueceu de colocar isso nas placas...
Vocês estão preocupados com o que, finalmente?
Ah! As malditas aparências...
As pessoas não querem mais conhecer umas às outras. Preferem tirar conclusões pelas roupas, pelos cabelos ou pela cor. É daí que vem a minha velha história da essência...
Religiosos defendem bondade, mas até entre si brigam, deturpando seus próprios ensinamentos...
"Sede irrepreensíveis!" Cadê?
Líderes políticos apregoam melhorias e tropeçam nas ações.
Mães e pais ensinam aos filhos o que é certo, mas estão sempre mostrando o contrário.
????
Não é uma condenação a esses erros. Só estou mostrando que não adianta falar e ensinar algo que nem você sabe se está certo ou não. Não adianta condenar erros e errar. A ideia é respeitar as escolhas.
Ser gay, por exemplo. Porque seria uma escolha ruim?
Porque o apóstolo Paulo disse que era errado?
NÃO.
Porque o homem foi feito pra mulher?
NÃO.
Porque seus familiares não iriam gostar?
Sim.
Ao assumir homossexualismo, uma pessoa entra num meio estranho. É como se você visse um "carinha do reggae" numa roda de hard core. Vão criticar suas roupas. Vão criticar o seu jeito. Vão criticar sua escolha.
É pra isso que a pessoa tem que se preparar: para as ofensas e opiniões vindas dos outros.
O homossexualismo beira sempre o ridículo? NÃO!
O ridículo está nas pessoas que acreditam deter a verdade, que julgam por aparência , que colocam-se como certos, errando, às vezes, mais do que aqueles que vivem a condenar!
Não sabem respeitar escolhas, não estão cientes das experiências das quais privam os outros, pensando estar protegendo-os. Porque trancafiar seu filho em casa é protegê-lo do mundo, lógico. E quando ele crescer não vai saber nem atravessar a rua sem te ligar.
Precisamos apanhar. Porque o medo da morte adia a vida, sendo a morte parte da vida. E cada um deve escolher as suas próprias escolhas...
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Singularidade
É esse clima...
Danifica.
Mudança.
Quando você para e se olha, não para dentro, mas para o seu eu passado, como se sente?
"Eu era tão pequenino..." - Todos fomos.
"Eu era tão inocente..." - Todos fomos.
"Eu era tão fofinho..." - É, nem todos.
E esse transitar é magnífico, pois, o que há de mais magnífico do que a vida?
E a singularidade... Todos somos diferentes. Completamente. Definitivamente.
Não há semelhanças, apenas pontos em comum. Pois até onde se é igual, se é diferente.
Cada pessoa é esplendorosamente linda nas suas particularidades, a vida é rica em detalhes, porém escassa em quem os note.
"Sim, eu te vi. Foi quando éramos. Quando você existia, pois agora ambos deixamos de existir. Somos agora o que somos, e não o que éramos; mas há muito do que éramos no que somos..."
Nos vemos em cada situação, e é muito estranho pairar sobre a visão atual de todos vocês.
Pairar sobre todos vocês, antigos meus, agora alheios.
Trazem-me lembranças de um tempo tão... "Não-eu".
E é bom olhar agora para o que eu era do que sou,
é bom saber que tive todos vocês, que foram meus assim como fui de vocês.
Sabe, é aí que me encontro pensando em como é importante. Tudo. Absolutamente.
Desde a briga ao abraço, desde a humilhação à vitória... Vocês estavam ali.
Eu estava.
Falamos de futuro e dinheiro, mulheres e festas, amores e devaneios, mas não vemos o que nos tornou o que somos hoje. Todos nós.
É o que nos une.
"Somos e sempre seremos nós em nós mesmos, em todos que fomos e que foram por nós."
Vida.
Danifica.
Mudança.
Quando você para e se olha, não para dentro, mas para o seu eu passado, como se sente?
"Eu era tão pequenino..." - Todos fomos.
"Eu era tão inocente..." - Todos fomos.
"Eu era tão fofinho..." - É, nem todos.
E esse transitar é magnífico, pois, o que há de mais magnífico do que a vida?
E a singularidade... Todos somos diferentes. Completamente. Definitivamente.
Não há semelhanças, apenas pontos em comum. Pois até onde se é igual, se é diferente.
Cada pessoa é esplendorosamente linda nas suas particularidades, a vida é rica em detalhes, porém escassa em quem os note.
"Sim, eu te vi. Foi quando éramos. Quando você existia, pois agora ambos deixamos de existir. Somos agora o que somos, e não o que éramos; mas há muito do que éramos no que somos..."
Nos vemos em cada situação, e é muito estranho pairar sobre a visão atual de todos vocês.
Pairar sobre todos vocês, antigos meus, agora alheios.
Trazem-me lembranças de um tempo tão... "Não-eu".
E é bom olhar agora para o que eu era do que sou,
é bom saber que tive todos vocês, que foram meus assim como fui de vocês.
Sabe, é aí que me encontro pensando em como é importante. Tudo. Absolutamente.
Desde a briga ao abraço, desde a humilhação à vitória... Vocês estavam ali.
Eu estava.
Falamos de futuro e dinheiro, mulheres e festas, amores e devaneios, mas não vemos o que nos tornou o que somos hoje. Todos nós.
É o que nos une.
"Somos e sempre seremos nós em nós mesmos, em todos que fomos e que foram por nós."
Vida.
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